Quem são as pessoas?

 

Eu vivo me perguntando o que estou fazendo nesse planeta imenso e cheio de mistérios. As perguntas são cada vez mais complexas e desestruturadas, sinto-me que entrei no mar e estou nadando sem chegar a lugar algum.

Fico deslumbrada como vendem os livros de auto-ajuda, coaches, revistas, tv, são tantas respostas prontas e bem moldadas. Por um longo período da minha vida, que também entendo como uma parcela do desenvolvimento de minha idade usava-me muitas respostas prontas, eu passava horas do meu dia buscando vídeos, informações na internet e livros que pudesse me doar à fórmula perfeita para a resolução de todas as minhas dúvidas e perguntas aparentemente sem respostas.

Não me julgo pelas horas gastas e muito menos por ter insistido em usa-las. Não vou mentir! Durante um tempo as fórmulas foram minhas “amigas” algumas funcionaram e outras me trouxeram prejuízos (irreparáveis). Jogar-me no oceano de dúvidas e figuras que são (alguma coisa) e ao mesmo tempo transformam-se constantemente foi experienciar profundamente o “quem sou eu?”. Não posso concluir, não posso afirmar e muito menos dar-te certezas concretas. Mas posso-lhes dizer que constantemente também sou todas essas dúvidas e figuras que aparentemente são alguma coisa e por fração de segundos transforma-se em outra coisa.

“Qual o problema de sermos tantas figuras geométricas e ao mesmo tempo carregar a ideia de não ser nada?” Pode ser assustador pensar de tal maneira, mas pode ser libertador não esforçar-se para ser somente uma das figuras geométricas. Tenho guardado em meu coração que posso ser mil coisas possíveis em mim mesma. Parece loucura, talvez um tanto desafiador, mas nos somos! A pluralidade de jeitos, maneiras, palavras, emoções e sentimentos constroem a pessoa que esta lendo, a que escreveu e daqui quinze minutos ambas poderão estar derramadas em suas camas com todos os adjetivos de não querer fazer nada.

 

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